A nossa mente nunca se paralisa de vez, não fica estagnada apenas no dia atual, a projeção das coisas é inevitável. O ser humano projeta, planeja, programa, combina... E vai sempre construindo seu próprio mundo, traçando uma trajetória aparentemente sem fim, como a vista de um passarinho sobre o horizonte à sua frente. A rotina em hipótese alguma seria indefinida: mudam todas as coisas que fazem parte da circunstância, se passam as idades, se chega o envelhecimento e logo em seguida, a morte, a do outro e a nossa, claro. Quando cai a ficha, sobretudo em relação à felicidade (ou à felicidade que não se teve), se imagina e projeta, mas se percebe que não seria possível continuar sem parar. O cotidiano, embora fatídico, dá uma breve ilusão de eternidade: se o cara faz todos os dias a mesma coisa, ele tem a impressão de que fará aquilo pra sempre. Logicamente não é verdade. O cara sabe. Mas essa rotina finge uma breve ilusão de perenidade, sem a qual a vida seria uma angústia sem fim.
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